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quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Avião que caiu na China era caça norte-coreano

O avião que caiu no nordeste da China na última terça-feira (17) é uma aeronave militar da Coreia do Norte, informou a agência oficial Xinhua nesta quinta-feira (19).

Investigadores descobriram que a queda do avião em Fushun, na Província de Liaoning, foi causada por falha mecânica.

O piloto se perdeu de sua rota devido a uma falha mecânica não especificada e entrou em território chinês.

A agência informou que o avião caiu em uma cabana desocupada e que nenhum chinês morreu no acidente. O piloto morreu no local.
China e Coreia do Norte alcançaram um consenso em relação às consequências do acidente.

A agência sul-coreana Yonhap citou uma fonte não identificada nesta quarta-feira (18) para informar que o piloto da aeronave - possivelmente um caça MiG-15 da era soviética - pode ter se perdido ao tentar fugir da Coreia do Norte em direção à Rússia.

Aliada de Pyongyang, a China tem um pacto de repatriação com a Coreia do Norte, motivo pelo qual o piloto teria decidido ir para a Rússia.

Supostas fotos do avião acidentado, publicadas na internet, mostram o que parece ser um caça com a bandeira norte-coreana pintada na lateral.

Especialistas militares sul-coreanos afirmam ser um MiG-21, citando informações de radar da Força Aérea, que registraram o momento em que a aeronave decolou de uma base na cidade norte-coreana de Sinuiju, perto da fronteira com a China.

De acordo com a Yonhap, o número de soldados norte-coreanos desertores aumentou nos últimos meses - o que coincide com um agravamento da falta de comida no país.

A agência sul-coreana informou ainda que autoridades chinesas, escoltadas por cem policiais armados, desmontaram o que sobrou do caça e transportaram as peças para um local não identificado.

Testemunhas dizem ter visto a aeronave voar em círculos algumas vezes sobre um vilarejo antes de cair.

Um dos moradores do vilarejo disse que nunca tinha visto um avião voar tão baixo.

- Achei que estivesse em uma missão de treinamento, mas de repente ele caiu no chão.

A Coreia do Norte não comentou o acidente. No entanto, vangloriou-se nesta quinta-feira (19) de seu invencível poder militar aéreo.

“A força aérea da Coreia do Norte evoluiu para tornar-se uma força armada revolucionária invencível desde sua fundação, em 1947”, publicou a Korean Central News Agency. AFP

Mel da abelha da cidade é mais saboroso do que a do campo

O mel das abelhas da cidade é mais saboroso do que o das rurais por causa da maior variedade de árvores e plantas que existem em condomínios fechados, revelou um estudo da organização não governamental National Trust.

Segundo os pesquisadores, a mistura de produtos químicos usada nas plantações perturba o sistema nervoso das abelhas mais jovens, tornando-as mais vulneráveis a doenças e destruindo sua capacidade de encontrar comida e avisar às colegas da colônia onde estão as flores.

O fato de as abelhas rurais ficarem zumbindo em volta de plantações sugere um pólen de baixa qualidade e a presença de pesticidas na região.

Já no caso das abelhas urbanas, como elas vêm se alimentando em limoeiros, comuns nos jardins de condomínios fechados, têm produzido um mel mais perfumado do que o inseto que vive no campo.

Pesquisadores da Universidade de Worcester, no Reino Unido, analisaram amostras de pólen de dez colmeias da National Trust para descobrir em quais flores as abelhas estavam se alimentando e se havia uma ligação entre o pólen e a saúde dos insetos.

No Palácio de Kensington, em Londres, as amostras continham uma grande quantidade de pólen de três flores: rock rose, eucalipto e sabugueiro.

As colmeias urbanas continham pólen de lírios, de amoras pretas e de uma árvore chamada sorva, além de evidências de colza. Por outro lado, algumas das colmeias rurais continham amostras com muita colza e poucos outros tipos de pólen.

Os pesquisadores temem que os pesticidas usados em plantações, como a de colza, sejam prejudiciais às abelhas. Prfodutos químicos e mudanças no clima estão sendo responsabilizados pela queda na população de abelhas e outros insetos. R7

Lua está murchando como uma maçã velha

Ondulações na superfície da Lua indicam (seta) que satélite da Terra está encolhendfo por causa de resfriamento interno
A Lua encolheu como uma maçã velha, revelam imagens da Nasa (agência espacial americana), que explica esta contração pelo resfriamento interno do único satélite natural da Terra.

Segundo Thomas Watters, do Museu Nacional do Ar e do Espaço e principal autor do trabalho, a foto ao lado, publicada nesta quinta-feira (19) na revista americana Science, mostra mudanças na superfície da Lua que não tinham sido detectadas anteriormente, indicando que a circunferência do satélite "diminuiu cerca de 100m em um curto período de tempo".

As conclusões foram tiradas graças às fotografias registradas pelas poderosas objetivas posicionadas a bordo da Sonda de Reconhecimento Lunar (LRO), um instrumento espacial que a Nasa colocou na órbita da Lua em junho de 2009.

As fotografias revelam a existência de "escarpas lobuladas" (ondulações) no solo da Lua. Essas formações ficam principalmente nas regiões lunares de média altitude, em volta de todo o satélite. A contração e o "enrugamento" da superfície lunar seriam, assim, consequências do resfriamento do interior da Lua.

Esses traços geológicos já haviam sido fotografados próximos ao equador da Lua por câmeras panorâmicas durante as missões Apollo 15, 16 e 17, no início dos anos 70. Mas 14 novas dessas ondulações apareceram nas imagens de alta definição da LRO, explicou Watters.

- Um dos aspectos mais impressionantes dessas ondulações lunares é o fato de que elas parecem relativamente recentes. Elas surgiram na superfície lunar provavelmente por causa do resfriamento interno da lua.

Segundo Mark Robinson, do Instituto da Terra e da Exploração Espacial da Universidade Estadual do Arizona, nos Estados Unidos, coautor dessa pesquisa e principal cientista responsável pelas câmeras da LRO,"as imagens de ultra-alta definição fornecidas pelas câmeras de ângulo estreito a bordo do LRO vão revolucionar nossa percepção sobre a Lua". AFP

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Israelense que postou fotos com detentos diz não entender reações

A soldado israelense que provocou um escândalo ao publicar em seu perfil do Facebook fotos nas quais aparece sorridente ao lado de prisioneiros palestinos algemados e vendados disse, nesta terça-feira (17), que não entende o motivo de tanta revolta.

Não compreendo o que fiz de errado. De minha parte, não houve violência ou menosprezo, não atentei contra ninguém", afirmou Eden Abargil, que já terminou seu serviço obrigatório, em entrevista à radio militar, um dia depois das fotos terem sido exibidas na televisão pública.

Segundo reportagem da rede BBC, mesmo sem admitir ter errado, Abargil pediu desculpas pelas fotos publicadas. "Peço desculpas, não tinha intenção de ofender ninguém". Ela também reclamou da atitude do Exército desde que a história foi divulgada e disse que foi tratada de maneira "nojenta" pelos militares. "Fui uma soldada modelo, estava disposta a morrer pelo Exército, sofria mais de 20 Kassam (foguetes lançados contra o sul de Israel a partir da Faixa de Gaza) por dia e me tratam dessa maneira?", se queixou.

As imagens da soldado vêm acompanhadas da legenda: "o exército, melhor época da minha vida". Nelas, Eden aparece sorrindo, agachada junto a uma fila de prisioneiros palestinos sentados, com as mãos algemadas e os olhos cobertos por vendas.

Em um comunicado, o exército israelense denunciou "o comportamento vergonhoso da soldado", indicando que esta já havia terminado seu serviço militar há um ano.

"Não falei com os palestinos; dei a eles de beber e comer, e não disse que estavam sendo fotografados", acrescentou a jovem, explicando que as fotos foram feitas em 2008 em uma base militar israelense "perto de Gaza".

"Fui fotografada ao chegar à minha base, estávamos contentes, queríamos mostrar fotos de nossa experiência no exército aos amigos". FRANCE PRESSE

Chance de raio ter desestabilizado avião é remota, diz comandante

O acidente com um Boeing 737-700 na ilha de San Andrés, na Colômbia, dificilmente foi causado por um raio. É o que indica o coordenador de segurança de voo do Sindicato Nacional das Empresas Aéreas, Ronaldo Jenkins.

"A chance existe, mas é remotíssima", afirma o comandante. "É possível que descargas elétricas tenham alguma influência eletromagnética, desacoplem o piloto automático ou danifiquem algum dispositivo eletrônico, mas é muito difícil."

Segundo o especialista, um avião funciona como um condutor quando está no ar. "O raio entra por um lado e sai pelo outro, normalmente a aeronave não explode ou sofre alteração", explica Jenkins. "Há registro de filmagens com equipamentos durante fortes tempestades, nas quais nada aconteceu."

No solo, o contato com a borracha na pista, isolante térmico, também dificulta a ação do raio na estabilidade do Boeing. "Normalmente o avião está em piloto automático durante este tipo de aproximação, há chance de exister uma pane elétrica, mas é remota", diz o comandante. "Durante reabastecimentos, é possível que a combinação entre vapor de combustível e descarga elétrica cause um acidente, mas essa é também uma situação especial."

Voando entre Bogotá e San Andrés, o avião da companhia Aires se acidentou a 80 metros da pista de pouso na ilha caribenha. Uma mulher morreu a caminho do hospital e foi identificada como Amar Fernández de Barreto. G1

Harvard é a universidade que mais forma bilionários, segundo a Forbes

A Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, é a instituição de ensino superior que mais forma bilionários em todo o mundo, segundo pesquisa divulgada pela revista “Forbes”. De acordo com o ranking da publicação, Harvard conta com 62 graduandos que agora são bilionários bem sucedidos, como o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, e o banqueiro David Rockefeller Sr.

O segundo lugar da lista foi para a Universidade de Stanford, que conta com 28 bilionários entre seus ex-alunos, incluindo Jerry Yang, co-fundador do Yahoo, e os fundadores do Google Sergey Brin e Larry Page. Outro alumni da respeitada instituição é Philip Knight, da Nike.

A Universidade de Columbia aparece em terceiro lugar, com 20 bilionários gradudos. De seus bancos saíram Louis Bacon e Leon Cooperman, do fundo de investimentos Henry Kravis. Cooperman, que é filho de um encanador, diz que foi a universidade que o colocou no bom caminho e lhe deu credenciais para fazer dinheiro e conseguir um emprego no Goldman Sachs.

A Universidade da Pensilvânia aparece na quarta posição com 18 bilionários, incluindo o megaoperador do mercado de imóveis Mortimer Zuckerman, e Och-Ziff e Michael Milken, que chegaram aos 12 dígitos na conta bancária investindo o dinheiro alheio em fundos.

A Universidade de Yale conquistou a modesta quinta posição, com 16 bilionários entre seus ex-alunos. Entre os que se formaram lá está o co-fundador do Grupo Blackstone Stephen Schwarzman. Mas também era para lá que famílias tradicionais enviaram seus filhos, que relembram seus tempos com saudade, como Forrest Mars Jr. e John Mars, herdeiros da fortuna do chocolate Mars, e Cargill MacMillan Jr. e Whitney MacMillan, herdeiros da Cargill.

Embora um diploma não seja garantia de um estilo de vida bilionário, não se pode ignorar as conexões que nascem nas universidades de maior prestígio – aí sim uma maneira de alcançar um (ótimo) emprego e prosseguir com o sonho de ser bilionário.

Fechando a lista da Forbes aparecem a Universidade de Chicago (13 bilionários), o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, 11 bilionários), Universidade de Nova York e Universidade Northwestern (ambas empatadas com 10) e Universidade Cornell (9 bilionários). ÉPOCA

Novo Nokia combina teclado físico e tela sensível ao toque

A Nokia apresentou nesta terça-feira (17) o primeiro celular com o que a empresa chama de "touch and type": um telefone com teclado físico alfanumérico e tela sensível ao toque.

O Nokia X3-02 roda o sistema operacional próprio Symbian S40, tem tela resistiva de 2,4 polegadas e um teclado com 16 teclas (12 para discagem e digitação de palavras e símbolos mais 4 com funções de música, SMS e iniciar e encerrar chamadas).

O aparelho tem conexão Wi-Fi e 3G, câmera de 5 megapixels, rádio FM e slot para cartão de memória microSD. Segundo a Nokia, a bateria dura cinco horas de conversa ou 17 dias em standby.

O aparelho começa a ser vendido em países da Europa, China, Nova Zelândia, entre outros, a partir do último semestre deste ano. O preço, excluindo taxas e subsídios, será de 125 euros (cerca de R$ 280). Em países como o Brasil, o celular deve chegar apenas no ano que vem. G1

VOANDO BAIXO: Shelby quer tirar do Bugatti o título de carro mais rápido do mundo

Após perder o título de carro mais rápido do mundo para a Bugatti Veyron, que chegou a 431 km/h, segundo o Guinness Book, a Shelby anuncia que sua resposta está próxima de ser concluída e poderá ser conferida na pista em setembro.

Dona do título até pouco tempo, a fabricante norte-americana trabalha em uma nova versão do Ultimate Aero, que foi responsável pela marca de 413,7 km/h.

Para apimentar a disputa, antes mesmo da apresentação oficial do novo esportivo, a empresa divulgou um teaser com o slogan em inglês “Because life Begins at 250” (Porque a vida começa aos 250). O número faz referência a 250 milhas por hora, o equivalente a 400 km/h, dando a entender que poderá entrar na briga pelo título de carro mais rápido do mundo.

Já o Veyron Super Sport, atualmente o carro fabricado em série mais veloz do mundo, traz sob o capô o propulsor 8.0 de 1.200 cv de potência e 152,9 kgfm de torque - para ter ideia o Audi R8 V10 tem 57,1 kgfm. A aceleração de 0 a 100 km/h não foi divulgada pela fabricante. AUTO ESPORTE

Cerveja aumenta risco de doença de pele em mulheres, diz estudo

Mulheres que bebem cerveja regularmente têm mais chances de desenvolver psoríase, uma doença de pele crônica, segundo sugere um estudo de pesquisadores americanos.

O estudo descobriu que as mulheres que bebem cinco cervejas por semana têm o dobro de risco de desenvolver a doença em comparação com as mulheres que não bebem.

A psoríase é uma doença crônica de pele caracterizada por escamações com coceira que normalmente aparecem nos joelhos, nos cotovelos e no coro cabeludo, mas que podem também atingir outras áreas do corpo, incluindo a face.

A doença, cuja origem é genética, é normalmente desencadeada por alguma situação específica. Seus efeitos são comumente leves, mas em alguns casos extremos chegam a deixar os pacientes desfigurados.A pesquisa, da Harvard Medical School, em Boston, analisou dados de mais de 82 mil enfermeiras entre 27 e 44 anos e seus hábitos de consumo de bebidas alcoólicas entre 1991 e 2005.

Os pesquisadores disseram observar um aumento de 72% no risco de psoríase entre as mulheres que bebiam mais do que uma média de 2,3 cervejas por semana em relação às mulheres que não bebiam.

Para as mulheres que bebiam cinco copos de cerveja por semana, o risco era 130% maior.

Porém as mulheres que bebiam qualquer quantidade de cerveja não alcoólica, vinho ou bebidas destiladas não apresentaram um aumento do risco de desenvolver psoríase.

"A cerveja comum foi a única bebida alcoólica que aumentava o risco de psoríase, sugerindo que alguns componentes não-alcoólicos da cerveja, que não são econtrados no vinho ou nos destilados, podem ter um papel importante no estabelecimento da psoríase", afirma o autor da pesquisa, Abrar Qureshi.

Glúten - O estudo, publicado na revista especializada "Archives of Dermatology", sugere que a causa do aumento no risco de psoríase pode ser a cevada com glúten, usada na fermentação da cerveja.

Estudos anteriores mostraram que uma dieta sem glúten pode melhorar os casos de psoríase nos pacientes sensíveis ao glúten.

Segundo o estudo, as pessoas com psoríase podem ter uma sensibilidade latente ao glúten.

"As mulheres com alto risco de desenvolver psoríase devem considerar evitar tomar muita cerveja", concluem os autores. BBC

Explosão em fábrica de fogos de artifício mata 19 e fere 153 na China

A explosão de uma fábrica de fogos de artifício matou 19 pessoas e feriu 153 no nordeste da China, informou nesta terça-feira (17) a agência oficial Xinhua.

De acordo com informações da imprensa local, outras cinco pessoas ainda estão desaparecidas. Não há informações sobre o estado de saúde dos feridos, entre os quais estão pedestres e moradores das redondezas.

A explosão aconteceu nesta segunda-feira (16), em uma fábrica próxima à cidade de Yichun, na Província de Heilongjiang. Segundo testemunhas, a detonação foi ouvida a uma distância de até 5 km.

Um funcionário de uma fábrica próxima disse ao jornal China Daily que a explosão fez prédios tremerem.

- A princípio pensamos que se tratava de um terremoto, porque o prédio tremeu e as coisas caíram.

Autoridades que conversaram com a China Radio International afirmaram que a chuva inundou um armazém da fábrica e a explosão ocorreu quando os trabalhadores retiravam os fogos de artifício da edificação.

Ai menos 2.000 habitantes de Yichun foram retirados do local, enquanto 550 bombeiros lutavam para apagar o incêndio provocado pela explosão, de acordo com Xinhua. AFP/REUTERS

Governo recomenda atitude discreta e cortês para turista brasileiro não ser barrado na Europa

Providenciar os documentos exigidos e ser coerente na hora da entrevista. É basicamente isso que o governo recomenda para os turistas brasileiros que pretendem passear pela Europa sem risco de serem barrados pelos agentes de imigração.

O Itamaraty lançou uma cartilha com todas as orientações. Entre elas, está uma atitude discreta e cortês diante do oficial na entrevista que é feita no aeroporto do país de desembarque. O viajante deve ainda ter em mãos documentos que comprovem que está mesmo a turismo e tem a intenção de voltar.

Se o agente desconfiar que ele vai para morar ou a trabalho, é quase certo que o viajante será inadmitido, ou seja, mandado de volta para o Brasil. Para isso, há um visto apropriado. Diferentemente dos Estados Unidos, países europeus não exigem visto para turistas e, uma vez dentro do continente, é possível visitar outros países pelo prazo de 90 dias.

O folheto será distribuído junto com a emissão de passaportes e já está disponível no site do Núcleo de Assistência a Brasileiros do Ministério das Relações Exteriores na internet.

O texto ainda chama a atenção para as “diferenças culturais” entre o Brasil e outros países quando recomenda que os brasileiros evitem comentários desnecessário. Ou seja, nada de tentar, com o famoso jeitinho, enrolar ou bajular o agente.

A regra é responder com objetividade e clareza somente ao que é perguntado. Se necessário, o turista pode pedir a ajuda de um intérprete, caso não fale nada da língua local. R7

PESQUISA: Anticoncepcional funciona bem para magras e obesas

Uma pesquisa da Faculdade de Medicina da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, comprovou que a pílula anticoncepcional funciona do mesmo jeito em mulheres magras e obesas. A descoberta vai contra o tratamento tradicional, que costuma aumentar a dose de hormônio em mulheres acima do peso.

A obesidade é frequentemente atribuída a falhas na anticoncepção (que evita a gravidez) porque a gordura do corpo tem capacidade de metabolizar hormônios, em especial o estrogênio. Por causa disso, alguns médicos costumam receitar pílulas com doses de hormônio mais altas para mulheres acima de 100 kg para garantir que ela funcione. No entanto, a médica afirma que esse tipo de tratamento está em desuso, justamente por não ser um padrão entre as mulheres obesas, explica a ginecologista Lucila Nagata, da Febrasgo (Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia).

- Quando a paciente tem mais peso, o anticoncepcional pode não conter sangramentos e, então, a gente tem que aumentar a dose, encontrar uma pílula com mais progesterona. Mas isso depende de como a mulher responde ao tratamento, não necessariamente por causa de seu peso.

A pesquisa foi bem recebida nos Estados Unidos, onde se estima que 65% das mulheres adultas com idade acima dos 20 anos estão acima do peso ou são obesas. Diante disso, a confiabilidade dos anticoncepcionais orais nessa população é fundamental, já que a própria gravidez é mais arriscada em mulheres com obesidade.

No estudo publicado recentemente no periódico Obstetrics & Gynecology, a equipe do médico Westhoff não considerou esse diagnóstico e estudou os efeitos da pílula em um grupo de 226 mulheres, divididas em peso considerado normal e acima do peso. As mulheres tinham de 18 a 35 anos. Elas receberam aleatoriamente doses inferiores e superiores da pílula anticoncepcional. O objetivo era analisar se as mulheres com maior peso precisavam de dosagens maiores, como se acreditava antigamente.

Depois de quatro meses tomando o contraceptivo oral, tempo necessário para o organismo se acostumar com a ação da pílula, as mulheres foram submetidas a exames de ultrassom e de sangue, para ver se a ovulação tinha sido suspensa. Das 150 mulheres que usaram a pílula continuamente, três de 96, com peso normal, ovularam, da mesma forma que uma das 54 mulheres obesas. Com isso os pesquisadores também descobriram que quando as mulheres não tomam a pílula regularmente ovulam com mais frequência.

Segundo Westhoff as descobertas reforçam a mensagem para os pacientes de que a pílula só funciona se for tomada diariamente.

- Peso não parece ter um impacto sobre a supressão da ovulação, mas a constância em tomar a pílula. R7

Brasil recebe 22 t de lixo irregular do exterior

A Receita Federal interceptou no porto de Rio Grande (RS) uma carga irregular de 22 toneladas de lixo urbano vinda do porto de Hamburgo, na Alemanha, no dia 4 de agosto. O caso só foi revelado nesta terça-feira (17) pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente) após as empresas envolvidas serem notificadas. O material estava registrado como plástico reciclável.

O superintendente da Receita Federal João Pessoa Moreira Júnior disse que os fiscais desconfiaram do produto e acionaram o Receita Federal.

– Fizemos uma verificação e havia ração de cachorro, fraldas usadas.

A Convenção de Basileia, do qual Brasil e Alemanha são signatários, não permite o trânsito de lixo doméstico entre países.

A empresa importadora foi notificada pelo Ibama e deverá pagar uma multa de R$ 400 mil, enquanto a exportadora, R$ 1,5 milhão.

Situação semelhante já havia acontecido em 2009, quando o Ibama interceptou 1,4 mil toneladas de lixo domestico vindo da Inglaterra nos portos de Santos, Rio Grande e Caxias do Sul. R7

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Funcionários da Gol definem reivindicações e entram em estado de greve

Em assembleia realizada na tarde desta sexta-feira em São Paulo, no Sindicato Nacional dos Aeronautas, funcionários da companhia aérea Gol definiram uma pauta de reivindicações e decretaram estado de greve até uma negociação com a empresa. Cerca de 180 funcionários compareceram à assembleia. A principal reclamação, novamente, foi em relação à escala de trabalho e salários defasados.

O estado de greve é uma situação política, uma ameaça de greve, que os funcionários usam para pressionar a empresa. Na prática não altera o trabalho, pois não há paralisação.

Na pauta dos pilotos, copilotos e comissários foi exigido o cumprimento da regulamentação profissional, reajuste salarial e pagamento de plano de saúde e de previdência complementar.

Para pressionar a empresa, um comissário chegou a propor uma "operação tartaruga", que foi rechaçada pelos presentes. O estado de greve, no entanto, foi considerado uma boa maneira de causar repercussão na imprensa e pressionar a Gol.

Para tentar diminuir a diferença salarial entre pilotos, copilotos e comissários, a proposta é que seja repassado aos comissários e copilotos o mesmo percentual de reajuste concedido aos comandantes em 2007, quando eles passaram a ganhar mais por hora de voo. Os funcionários pedem também que o salário fixo seja equivalente a 54 horas de voo, multiplicadas pelo valor reajustado da hora.

BRIGA - A assembleia também revelou divergências internas do sindicato, com momentos de discussão acalorada entre diretores. Eles brigaram para definir se todos os 14 diretores negociariam com a empresa ou se a negociação seria feita por uma comissão. Em votação, os funcionários decidiram pela comissão.

Outro item colocado na pauta foi o que eles consideram como um desvio de função do comissário. A proposta ém que eles não sejam mais responsáveis por vender produtos no avião nem pela limpeza da cabine de passageiros.

A pauta de reivindicações será entregue ainda hoje à empresa, para que haja uma resposta da Gol até a segunda audiência marcada com o Ministério Público do Trabalho, no próximo dia 20 de agosto. Na primeira audiência, a empresa rejeitou acordo para manter as escalas da tripulação dentro das regras legais.

Um assembleia também foi realizada por funcionários da Gol no Rio, na tarde de hoje. Como houve baixa participação, eles decidiram seguir a decisão dos colegas em São Paulo.

O Sindicato Nacional dos Aeroviários (funcionários que trabalham em terra) realiza assembleias em diversas cidades do país, e devem chegar a um acordo até o fim da tarde.

Procurada, a Gol disse que vai lançar um comunicado oficial sobre o assunto até o fim da tarde de hoje. FOLHA.COM

Turista processa Disney World por suposto assédio de Pato Donald

Uma turista americana quer receber indenização de US$ 30 mil [R$ 53 mil] da Disney World (Orlando, no Estado da Flórida) por ter sido supostamente assediada por um funcionário vestido de Pato Donald quando visitava o parque.

Segundo o jornal britânico "Daily Telegraph", April Magolon, 27, diz que o funcionário agarrou seus seios em maio de 2008, quando visitava a Disney acompanhada do noivo e dos filhos.

April - que é de Upper Darby, em Delaware - diz que desenvolveu "transtorno pós-traumático" após o episódio, e que passou a sofrer de ansiedade e ter pesadelos.

Ela entrou com processo na Justiça na Pensilvânia, e representantes da Disney pediram que seja transferido para a Filadélfia.

De acordo com a turista, o Pato Donald "agarrou seus seios e em seguida fez gestos, como se fosse uma brincadeira". Ela acusa a Disney de obter lucros "sem garantir a segurança do público" e diz ainda que o parque "já tentou encobrir incidentes similares no passado".

Segundo sua queixa na Justiça, citada pelo jornal, a delegacia do Condado de Orange recebeu 24 reclamações relatando atos "impróprios" de funcionários da Disney desde 2004.

Um porta-voz do parque disse ao "Telegraph" que o parque "está ciente da queixa e responderá adequadamente na Justiça". FOLHA.COM

Noivo passa mal na festa e morre no dia do casamento na Argentina

O argentino Néstor Berchot, 45, morreu no dia do próprio casamento com o parceiro Adrián García, 42, na cidade argentina Mar del Plata.

Segundo familiares, Berchot passou mal durante a festa e foi levado ao hospital, onde morreu horas depois por uma súbita crise de hipertensão.

Cabeleireiro, Berchot se casou com García na primeira cerimônia de união homossexual em Mar del Plata, destino popular da Argentina, localizado a 400 quilômetros ao sul de Buenos Aires.

O Congresso argentino aprovou no último dia 14 de julho, após quase 15 horas de debate, uma lei que autoriza no nível nacional o casamento entre pessoas do mesmo sexo e lhes dá os mesmos direitos que os dados aos casais heterossexuais, como adoção e benefícios sociais. A medida foi sancionada pela presidente Cristina Kirchner no dia 21 de julho.

De acordo com as organizações da comunidade gay, cerca de 600 parceiros de países latino-americanos e europeus realizaram consultas para se casar na Argentina após a aprovação da lei.

Antes da promulgação da lei, nove casais se casaram no país através de autorizações legais, embora algumas das cerimônias tenham sido posteriormente canceladas e estão pendentes de recurso. EFE

Uísque é retirado de caixa presa por cem anos na Antártida

A caixa, recuperada da cabana na Antática do renomado explorador Sir Ernest Shackleton depois após ter sido encontrada em 2006, foi degelada bem lentamente nas últimas semanas no Museu Canterbury, em Christchurch, Ilha do Sul da Nova Zelândia.

A caixa revelou 11 garrafas de uísque escocês Mackinlay, embrulhadas em papel e palha para protegê-las dos rigores da dura viagem à Antártida na expedição Nimrod de 1907, na qual partiu Shackleton.

Embora a caixa estivesse congelada solidamente quando foi recuperada no começo deste ano, o uísque dentro dela pôde ser ouvido balançando dentro das garrafas.

A temperatura de -30° C na Antártida não foi suficiente para congelar o líquido, que data de 1896 ou 1897 e foi descrito como estando em notável boa condição.

É improvável que o uísque seja saboreado, mas especialistas vão examinar amostras para verificar se podem reproduzi-lo. A receita original não existe mais. ASSOCIATED PRESS

Com pouca verba, Polícia Federal suspende operações

O comando da Polícia Federal determinou a superintendentes e diretores regionais o bloqueio de verbas para operações em todo o país por prazo indeterminado.

Em circular, o diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa, reclama de cortes de R$ 122 milhões de janeiro a maio e alerta que a tendência é que a situação se agrave.
Já foram reduzidos gastos com o dia a dia das unidades e as diárias pagas a delegados e agentes estão sofrendo corte de 40%. Segundo um delegado que chefia operações no Estado de São Paulo, falta dinheiro até para a gasolina dos veículos.

O ofício de Corrêa, de 6 de junho, foi encaminhado uma semana após o decreto do presidente que reduziu em 3,5% o limite de pagamentos da PF, que já estavam comprimidos desde março.

No documento Corrêa diz que a PF deveria ter recebido R$ 64 milhões por mês até maio, mas o valor ficou em R$ 39,6 milhões: "Esse deficit tende a se agravar (...) de modo que não há perspectiva de melhora nas liberações".

O próprio diretor-geral diz no ofício que a redução das despesas também deve atingir gastos com eventos, como simpósios e encontros, que dependam dos cofres da PF.

No início do ano, projetos de investimentos e modernização haviam sido adiados. A medida foi tomada depois que Lula baixou o decreto que impôs à PF redução de 14% na administração das unidades e de 36% para o Funapol, fundo de custeio de despesas com transporte, hospedagem e alimentação de policiais em missão.

Os dados da execução do Orçamento apontam que o Ministério da Justiça só pagou até agora R$ 222,6 milhões dos R$ 410 milhões que havia reservado para bancar despesas da administração.

O diretor de Programa da Secretaria Executiva do Ministério da Justiça, Adélio Martins, confirmou o problema, mas disse que obteve liberação emergencial de R$ 58 milhões e que as verbas da PF serão descongeladas a partir de 20 de setembro: "Sabemos das dificuldades. E, se houver emergência, vamos pegar dinheiro emprestado de outros órgãos do ministério e repassar à polícia".

ATUAÇÃO POLÊMICA - A PF foi protagonista de casos rumorosos nas últimas campanhas presidenciais.

Em março de 2002, no governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), a PF apreendeu R$ 1,34 milhão em um escritório da empresa Lunus, da então candidata a presidente Roseana Sarney (PFL), que despontava como favorita para vencer as eleições presidenciais.

Roseana desistiu de concorrer ao Planalto, e o tucano José Serra logo assumiu o segundo lugar nas pesquisas.

Em 2006, a Polícia Federal desarticulou uma tentativa de compra por parte de petistas (os "aloprados") de um dossiê contra José Serra (PSDB), que disputava o governo paulista. Um delegado da PF tirou e divulgou fotos do dinheiro apreendido.

O desgaste provocado pelo escândalo impediu que o presidente Lula vencesse a eleição no primeiro turno. FOLHA.COM

Governo brasileiro apresenta TV digital a jornalistas sul-africanos

O Ministério das Comunicações começou a apresentar o Sistema de TV Digital Brasileiro – o ISDB-T – a uma comitiva de quatro jornalistas sul-africanos. Eles vieram ao país para conhecer a experiência brasileira de implantação do sistema e se reuniram na tarde de ontem (12) com o assessor da Secretaria de Telecomunicações, Flávio Lenz.

A África do Sul anunciará nos próximos meses o padrão de TV digital que irá adotar. Durante a reunião, Lenz falou sobre as vantagens do ISDB-T, dando destaque aos aspectos de interatividade e mobilidade proporcionados pelo padrão que é desenvolvido na parceria entre Brasil e Japão, e à qualidade das imagens de alta definição.

Lenz reiterou a disposição em cooperar com a África para que a TV digital seja implementada de forma muito mais ágil do que vem acontecendo em países que optaram por outros sistemas. Durante a conversa com os jornalistas, Lenz explicou que a expectativa é de que não haja necessidade de atualizações tecnológicas a médio prazo, amenizando os custos para a adoção do sistema.

O assessor disse que a TV digital trará oportunidades sociais e mercadológicas aos países. Segundo ele, surgirão muitos negócios para as empresas de telecomunicações, as indústrias e os canais de televisão.

Além da visita ao Ministério das Comunicações, os sul-africanos se reuniram com o assessor especial da Presidência da República para a Área de Políticas Públicas em Comunicação, André Barbosa. "Eu repassei a eles todo o projeto de integração da TV digital com a banda larga da internet", disse Barbosa à Agência Brasil.

Ele estima que atualmente 550 milhões de pessoas da América Latina e das Filipinas já tenham acesso à TV digital em padrão nipo-brasileiro. Com a inclusão dos países africanos, esse público pode chegar a 700 milhões de pessoas.

Os jornalistas sul-africanos conheceram também as principais emissoras de TV nacionais e foram a Santa Rita do Sapucaí (MG), município onde fica a base do silício brasileiro. A região abriga várias empresas de desenvolvimento tecnológico e fabricantes de componentes, principalmente transmissores.

A África do Sul faz parte da África Austral, bloco formado por 15 países, que deve decidir até setembro qual padrão de TV digital será adotado.

O Brasil já divulgou o padrão da TV digital nipo-brasileiro a diversos países africanos. A expectativa do governo é de que esse padrão de TV digital seja adotado por até 17 países do Continente Africano. AGÊNCIA BRASIL

Pesquisa mostra a relação entre altas taxas de adrenalina e dificuldade para engravidar

"Relaxa que você engravida". O comentário que já parte do senso comum- e irrita muitas mulheres- começa a encontrar amparo na ciência. Estudo da Universidade de Oxford com o Instituto Nacional de Saúde dos EUA mostra que as mais estressadas têm menos chances de gravidez.

Especialistas já sabem que idade, hábito de fumar, obesidade e consumo de álcool interferem nas chances de gravidez, mas a influência do estresse é controversa.

Os pesquisadores de Oxford usaram dois marcadores biológicos para medir o estresse: o cortisol e a alfa-amilase, proteína que indica as taxas de adrenalina.

O cortisol está associado ao estresse crônico, e a adrenalina é liberada pelo organismo quando a pessoa está, ou julga estar, em situações ameaçadoras ou perigosas.

Mulheres com níveis mais elevados de adrenalina tiveram 12% menos chances de engravidar na fase fértil do que aquelas com níveis mais baixos desse hormônio. Participaram 274 mulheres entre 18 e 40 anos, que tentavam uma gravidez natural.

Elas fizeram um registro diário de sua menstruação, estilo de vida e frequência sexual. No sexto dia do ciclo menstrual, coletaram uma amostra de saliva com um cotonete para análise dos níveis de cortisol e adrenalina.

Segundo a médica Celia Pyper, pesquisadora da Universidade de Oxford que liderou o estudo, apenas os níveis de adrenalina foram relacionados a menores chances de gravidez -os de cortisol não tiveram efeito.

"Nossa hipótese era que as chances reduzidas de concepção estivessem relacionadas às mulheres cronicamente estressadas, mas não foi isso que encontramos", disse.

O estudo tem limitações metodológicas: não foi controlado e reuniu várias idades em um grupo, o que pode influenciar nos resultados.

Pyper exemplifica uma situação que aumenta os níveis de adrenalina. "Tentar equilibrar um monte de coisas e trabalhar com prazos apertados." Para a pesquisadora, técnicas de relaxamento talvez ajudem alguns casais, mas são necessárias mais pesquisas sobre isso.

Para o ginecologista Jonathas Borges Soares, especialista em reprodução humana, o estresse pode dificultar a gravidez, mas é difícil ligá-lo à infertilidade por falta de evidência científica. "Por mais que existam marcadores biológicos, é difícil quantificar isso." FOLHA.COM

Chuva de meteoros dá espetáculo no hemisfério Norte do planeta

Em boa parte do hemisfério Norte, foi possível ver, na madrugada desta quinta para sexta, uma chuva de meteoros no céu. Trata-se de um evento anual, a chuva de meteoros de Perseidas, menos perceptível nos países abaixo do equador. Veja algumas fotos do fenômeno pelo mundo:


FOLHA.COM - BOL

Defensoria pública pede doações para cidade atingida por incêndio em MT

Depois da destruição provocada pelo incêndio em Marcelândia (MT), que já dura três dias, a Defensoria Pública de Mato Grosso pede doações a moradores que perderam suas casas e começam a contabilizar os prejuízos causados pelas chamas.

De acordo com a assessoria de imprensa do órgão, os produtos de maior necessidade são alimentos não perecíveis, roupas e calçados, medicamentos, colchões e produtos de higiene. Móveis e materias de construção também pode ser enviados. As doações devem ser encaminhadas aos postos da Defensoria Pública pelo estado.

O incêndio começou na quarta-feira e entra em seu terceiro dia nesta sexta-feira (13), segundo o Corpo de Bombeiros. O fogo danificou mais de 100 casas, além de madeireiras e serrarias. Cerca de 200 pessoas estão desabrigadas e cerca de 80% do setor industrial da cidade foi destruído.

Segundo a Defensoria Pública, o incêndio em Marcelândia já foi controlado, mas não foi completamente extinto. G1

Microsoft promete versão beta do Internet Explorer 9 para setembro

A Microsoft deve apresentar em 15 de setembro a primeira versão de testes do Internet Explorer 9, nova versão do navegador de internet da companhia criadora do Windows. O programa será lançado, de acordo com um post no blog oficial Exploring IE, em San Francisco, a mais de mil quilômetros de distância da sede da empresa, que fica em Redmond, no estado de Washington.

O motivo pode ser simbólico: festejar na casa do "inimigo" o fato de, pela primeira vez desde o surgimento do concorrente Firefox, da Mozilla, o Explorer passar por um período de recuperação no mercado. A fundação Mozilla fica em Mountain View, no chamado Vale do Silício, região de San Francisco.

Não seria a primeira vez que a Microsoft aproveita o lançamento de uma nova versão de seu navegador para "visitar" rivais considerados derrotados. Em 1997, quando a empresa saiu vencedora da chamada "guerra dos browsers", o lançamento do Internet Explorer 4 também foi em São Francisco, onde então era desenvolvido o Netscape Navigator. Depois, a companhia de Bill Gates viveu um período de supremacia, com mais de 92% de participação no mercado de browsers. A tranquilidade durou até 2004, quando foi lançado o Firefox, que usava como base o código-fonte do antigo Navigator.

Nos últimos dois meses, a participação de mercado do Internet Explorer cresceu, após cair consistentemente nos 5 anos anteriores, período no qual foi ameaçado pelo Firefox. Entre maio e agosto de 2010, a participação da Microsoft subiu de 59.69% para 60.74%. O Firefox, que chegou a ter 24.59% em abril, agora caiu para 22.91%. Os dados são medidos pela consultoria NetMarketshare.

Não é a apenas a Microsoft que tem se benificiado da queda do Mozilla. O Google, com o Chrome, e a Apple, dona do navegador Safari, também têm crescido em participação.

A nova versão do IE vai funcionar apenas nos sistemas operacionais Windows 7 e Vista. Quem segue com o antigo XP não terá como testar o navegador. Entre as novidades estão a compatibilidade com os padrões HTML5, um novo renderizador de JavaScript e a capacidade de usar o poderio da placa aceleradora gráfica para acelerar a exibição de imagens, textos e animações. G1

Mulheres israelenses 'contrabandeiam' palestinas em ato de desobediência civil

Em um ato premeditado de desobediência civil, mulheres israelenses violaram a chamada Lei de Entrada em Israel, que proíbe a entrada de palestinos, e "contrabandearam" mulheres palestinas para passear em Tel Aviv, expondo-se ao risco de uma pena de dois anos de prisão.

"Quando uma lei é desumana e racista, desobedecer torna-se uma obrigação moral", disse à BBC Brasil Daphne Banai, uma das israelenses que participaram do ato de protesto.

"Enquanto os israelenses, inclusive os colonos, podem circular livremente em toda a região, os palestinos ficam presos em enclaves cercados por muros e pontos de checagem", afirmou.

Segundo as autoridades israelenses, as restrições à entrada de palestinos em Israel têm o objetivo de evitar atentados.

A proibição tornou-se praticamente hermética durante a segunda Intifada (levante palestino) que começou no ano 2000, depois de uma série de atentados suicidas realizados em grandes cidades israelenses.

'Libertação' - Daphne, de 61 anos, contou que o passeio com as mulheres palestinas foi um dos dias "mais emocionantes e felizes" de sua vida.

"Senti uma sensação de libertação naquele dia", disse Daphne. "A ocupação e o enclausuramento da população palestina em enclaves na Cisjordânia me fazem sentir em uma prisão", disse.

"Desafiar a lei e trazer as mulheres palestinas para passear em Tel Aviv e ver o mar me fez sentir uma sensação de liberdade por um dia", disse.

"Acho que a ocupação coloca não só os palestinos, mas tambem nós, os israelenses, em uma prisão."

Artigo - O desafio à proibição generalizada à entrada de palestinos em Israel começou com um ato isolado da escritora Ilana Hamermann.

Em maio deste ano, a escritora, de 66 anos, publicou um artigo no jornal Haaretz, relatando que havia "contrabandeado" três mulheres palestinas, em seu carro, para dentro de Israel, e as levado para ver o mar em Tel Aviv.

"Eu já faço isso há muitos anos, 'contrabandeio' amigos palestinos pois não reconheço a legitimidade da ocupação, dos muros, das cercas e dos pontos de checagem que Israel instalou na Cisjordânia", disse Ilana à BBC Brasil.

"Essas limitações à liberdade dos palestinos não contribuem para a segurança dos israelenses, muito pelo contrário, acho que é essa política de ocupação que nos coloca em risco", afirmou.

Anúncio - O gesto simbólico de Ilana comoveu mais onze mulheres israelenses, que seguiram seu exemplo e há alguns dias publicaram um anúncio assinado na imprensa local, declarando que haviam violado a lei, de maneira premeditada, e levado 12 mulheres e 5 crianças palestinas, para passear em Tel Aviv.

A operação foi cuidadosamente planejada e houve dois encontros preliminares com as mulheres palestinas, antes do passeio.

De acordo com Daphne, as mulheres palestinas, habitantes de duas aldeias próximas a Jerusalém, na Cisjordânia, sabiam que estavam assumindo o risco de serem presas pelas tropas israelenses.

Para conseguir passar pelos vários pontos de checagem no caminho, elas se disfarçaram de israelenses e não vestiram as roupas tradicionais palestinas, retirando inclusive o véu com o qual geralmente cobrem os cabelos.

"Para todas as mulheres envolvidas, tanto as israelenses como as palestinas, nosso passeio foi, antes de tudo, um ato politico", disse Daphne.

"Mas acabou sendo também um ato de prazer. Comemos juntas em um restaurante em Jaffa, fomos à praia de Tel Aviv, passeamos pela cidade e ao entardecer as levamos de volta para suas aldeias, passando por Jerusalém", conta.

Daphne relatou que, para as palestinas, o momento mais forte do passeio foi quando viram o mar pela primeira vez.

"A vida toda elas sofrem restrições à sua liberdade de movimentação, e ver aquela imensidão livre e sem fronteiras que é o mar gerou uma emoção e uma sensação de libertação, que só uma pessoa enclausurada pode sentir", afirmou.

Debate - Publicando esse ato de desobediência civil, as mulheres esperam gerar um debate na sociedade israelense sobre os limites da obediência e sobre o significado de leis que vigoram no país.

O grupo de direita Fórum Juridico em Prol da Terra de Israel entrou com uma queixa contra Ilana Hamermann junto à Procuradoria Geral da Justiça que, por sua vez, encaminhou o processo à policia.

A pena pela violação da Lei de Entrada em Israel pode chegar a dois anos de prisão.

As participantes israelenses estão dispostas a pagar o preço da violação da lei.

"Para isso estou disposta a ficar dois anos na prisão", afirmou Daphne.

Ilana e Daphne relataram que, desde a publicação do anúncio, receberam dezenas de telefonemas de outras mulheres israelenses, que querem participar do próximo "passeio".

"Depois da visita a Tel Aviv, as palestinas que participaram me disseram que milhares de palestinas estariam dispostas a fazer parte do próximo projeto, pois não aguentam mais a situação atual e querem aderir a atos de desobediência civil junto com mulheres israelenses", disse Ilana. BBC

Embaixador do Irã diz que não houve pedido formal de asilo para viúva

O embaixador do Irã no Brasil disse que o país manterá presa a mulher condenada à morte por apedrejamento. Em entrevista à Agência Brasil, Mohsen Shaterzadeh, descartou o envio da viúva Sakineh Ashtiani (foto), de 43 anos, para o Brasil. O diplomata negou também que tenha ocorrido formalmente a oferta do Brasil ao governo iraniano de asilo ou refúgio político para a mulher.

Shaterzadeh disse na entrevista para a agência que o assunto envolve apenas o Irã, pois a mulher condenada é iraniana, o que elimina a possibilidade de outro país ser incluído no processo. Para o embaixador, o caso ganhou repercussão internacional porque há uma manipulação por meio da internet e da imprensa estrangeira para constranger o governo do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad.

“Nós não recebemos de forma oficial pedido ou oferta alguma [de asilo ou refúgio político] para esta senhora ser enviada para o Brasil. Não houve ofício por escrito, nota oral ou troca de notas, como é a orientação na diplomacia em casos assim”, afirmou o embaixador. “Ocorreram crimes e serão julgados conforme o código do Irã, que segue preceitos morais e culturais do país”, disse ele. “O processo envolve pessoas iranianas, por que deveria ter o envolvimento de outros países?”, questionou.

Segundo a agência, o embaixador reiterou, porém, que a interpretação do assunto por parte do Irã não significa desrespeito à oferta de Lula para que a mulher fosse enviada para o Brasil. “Nós respeitamos muito o presidente Lula. Confiamos cem por cento na ideia de que ele não quis interferir em assuntos internos do Irã. Ele foi movido por sentimentos humanos e quando o nosso porta-voz disse isso, foi com muito respeito a ele. Mas o comentário foi mal interpretado pela imprensa brasileira”, afirmou.

Há cinco anos, a viúva Ashtiani, mãe de dois filhos, foi condenada à morte por apedrejamento sob a acusação de adultério e ter mantido relações sexuais com dois homens. Ela e a família negam as acusações. O advogado dela, Mohammad Mostafaei, recebeu asilo na Noruega. Ele tenta levar a família, alegando que todos correm riscos no Irã.

Shaterzadeh disse ainda à Agência Brasil que foi encerrado o processo de adultério e que a mulher é acusada “apenas” de assasinato do marido. O embaixador não confirmou que a pena de morte por apedrejamento tenha sido substituída por enforcamento. Segundo ele, o processo está em curso e ainda não foi encerrado, por essa razão há possibilidade de alterações.

“Posso enfatizar que não é uma questão de adultério, mas de assassinato”, afirmou o embaixador iraniano. “Será que se este crime tivesse ocorrido em outras partes do mundo, todos estariam reagindo desta forma?”, perguntou. “Infelizmente, hoje em dia há um ambiente virtual que está sendo aproveitado pela mídia. É um assunto interno do Irã que não necessita de interferências externas”, concluiu o diplomata.

De acordo com a agência, Shaterzadeh confirmou que a sentença de morte da iranaina virou tema de várias reuniões de diplomatas no Brasil e no Irã. Pessoalmente, o embaixador disse ter conversado sobre o assunto com vários representantes do Brasil. Em Teerã, o embaixador do Brasil no Irã, Antonio Salgado, também esteve com autoridades do país para informar sobre a posição brasileira.

Esta semana o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse que houve, sim, uma oferta do governo para o envio de Ashtiani para o Brasil. "Houve comentários feitos em nível diplomático que explicavam [a condenação]. Talvez eles estejam considerando isso como uma resposta oficial, dizendo que ela é acusada não só de adultério, mas de cumplicidade em homicídio", afirmou.

Amorim acrescentou que não ia discutir o caso. "O fato é que a situação dessa moça, inclusive em função da ameaça de apedrejamento e do suposto delito de que ela é acusada, é uma coisa que choca a sensibilidade do brasileiro como a do mundo todo". “O presidente [Luiz Inácio Lula da Silva] expressou o oferecimento de recebê-la no Brasil, se isso ajudar a evitar a execução”, disse ele. “Nosso embaixador em Teerã foi instruído a comunicar o fato, o que, a nosso ver, é uma formalização deste oferecimento e do sentimento que é o do povo brasileiro”. G1

Compra de produtos no exterior exige cuidados, apesar da liberação da Receita

Empresas não são obrigadas a consertar produto trazido do exterior
A Receita Federal vai permitir a entrada de bens de uso pessoal comprados no exterior - como relógios, câmeras fotográficas e celulares – sem o pagamento de taxa de importação a partir de outubro, o que vai aumentar naturalmente a quantidade dessas mercadorias no país. Entretanto, comprar produtos mais em conta em outros países pode virar um pesadelo.

Isso porque os fabricantes, mesmo que tenham uma filial no Brasil, deverão dificultar ao máximo a troca ou conserto de um produto comprado em outro país que eventualmente apresentar defeito. Especialistas consultados pelo R7 disseram que a questão pode até chegar na Justiça, que vai analisar caso por caso. Ou seja, não existe uma fórmula que garanta causa favorável ao consumidor.

Para o advogado da Viseu Advogados e especialista em defesa do consumidor Antônio Carlos Guido Júnior, “se o produto for vendido mundialmente, a garantia tem abrangência mundial”. Por outro lado, ele afirma que um produto fabricado nos Estados Unidos ou na Europa pode estar fora dos padrões e normas técnicas brasileiras.

Algumas características do produto (como a frequência da energia elétrica utilizada, por exemplo) podem interferir na durabilidade do objeto - o que é classificado como mau uso pelas empresas instaladas no Brasil. Esse argumento é usado, então, para negar troca ou o reparo, diz Guido.

- Um produto adquirido no exterior de uma marca conhecida nem sempre tem garantia no Brasil. O Código de Defesa do Consumidor abrange só produtos vendidos em território nacional [seja por um importador ou por uma loja].

Segundo Guido, quando uma empresa decide importar um produto da Ásia, da Europa ou dos EUA, ela coloca o aparelho dentro das normas técnicas brasileiras.

- É um processo conhecido como tropicalização. Quando se compra um aparelho nos EUA, ele está adaptado apenas às normas técnicas exigidas lá. Então, o consumidor tem que ver o que está comprando, porque vai ter algum tipo de preocupação no futuro, que pode ser desde um plugue padronizado para aquele determinado país até uma bateria que é fabricada só lá.

O Procon-SP confirma que, no caso de produtos comprados no exterior, que não são comercializados no Brasil, mas com representante no país, a filial da empresa até poderá oferecer assistência técnica, mas certamente o consumidor terá que colocar a mão no bolso.

- Esse representante pode auxiliar na solução do problema, no entanto, pode cobrar por ele, já que não comercializa o produto aqui.

Por outro lado, a advogada do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) Maíra Feltrin Alves entende que, se o consumidor detectar um defeito do produto que não decorra do desgaste natural do tempo ou má utilização, a empresa que tem filial no país deve, sim, efetuar a troca ou conserto.

- Se uma empresa tem representante no Brasil significa que a marca é internalizada no país. Ela paga impostos, aluga ou compra espaços para construir fábricas no país, ou seja, ela segue a lei brasileira. Com isso, muitas vezes o consumidor compra um produto fora do país pensando na marca que ele conhece. Por isso, essa representante da empresa é responsável pela segurança do produto.

Maíra afirma que, com o comércio sem fronteiras, as multinacionais se disseminam pelo mundo, o que gera maior confiança dos consumidores brasileiros nas marcas instaladas no país.

- Entendemos que, se houver algum defeito de produto com representante no Brasil, o consumidor deve procurar a empresa porque ela pode mandar o equipamento para conserto fora do país. Mesmo que isso demore um tempo maior.

Empresa sem filial no país - Se você foi ao exterior e “aproveitou” o fim da cobrança da taxa de importação para trazer produtos de marcas desconhecidas, ou seja, de empresas sem representantes no Brasil, o prejuízo com o defeito do equipamento ficará com o consumidor.

Segundo o Procon-SP, se a empresa não tem filial no Brasil, “é conta e risco do consumidor” arcar com eventuais problemas técnicos do produto e, se ocorrer, “resolver diretamente com o fornecedor no exterior”. Isso porque não haverá algum representante legal no Brasil para ser acionado.

A advogada do Idec concorda que o atendimento ao consumidor será mais difícil, mas mesmo assim ele pode conseguir o conserto do produto porque, hoje, as empresas se preocupam muito com sua imagem.

- Comprar de uma marca sem representantes no Brasil é mais arriscado porque este produto não está amparado pela legislação brasileira. Ele precisa conhecer as regras aplicadas no país, onde adquiriu a mercadoria. No entanto, não significa que a empresa não vai querer auxiliá-lo, mas caberá ao consumidor procurar a corporação no país onde comprou o produto. R7

Informações sobre loterias da Caixa serão divulgadas na internet a partir de segunda

Os apostadores poderão ter mais acesso a informações sobre as loterias da Caixa Econômica Federal a partir da próxima segunda-feira (16). Será publicada na internet a Carta de Serviços das Loterias Caixa, com a possibilidade de consulta e download.

Quem gosta de apostar terá acesso a informações como horários de atendimento, dias de sorteios, modalidades de produtos lotéricos, alertas sobre procedimentos de segurança em relação aos prêmios, entre outras orientações.

Essa carta é resultado de ação do Ministério do Planejamento, que é responsável pela execução do GesPública (Programa Nacional de Gestão Pública e Desburocratização). O programa fornece metodologia para a implantação das cartas de serviço. Segundo o ministério, a aplicação da norma é uma exigência para órgãos e entidades do governo federal e uma recomendação para as repartições públicas em geral.

Em 2009 as loterias movimentaram R$ 7,36 bilhões, com 2,5 bilhões de transações originadas em uma rede de mais de 10 mil unidades lotéricas do país.

Segundo o Ministério do Planejamento, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e a Polícia Federal foram os primeiros órgãos públicos federais a implantarem cartas de serviços.

Em julho deste ano, foi a vez do Ministério da Fazenda, com informações sobre serviços de sete órgãos ligados à pasta. No total, 15 instituições lançaram o documento. Para acessar todas as cartas, acesse o site www.gespublica.gov.br e procure o link Cartas de Serviços das Organizações. AGÊNCIA BRASIL

'Superpai' faz parto da filha após mãe ser mandada embora de hospital

Um britânico foi obrigado a fazer o parto da sua própria filha e ainda ressuscitá-la com respiração boca a boca, depois que a mãe foi impedida de dar a luz em um hospital.

O caso aconteceu esta semana na cidade de Basingstoke, 80 quilômetros ao leste de Londres.

Apesar de sua bolsa já ter rompido, Emma Habens ouviu dos médicos no hospital que ela deveria voltar para casa e se deitar, pois não daria à luz naquele instante. Nas 24 horas anteriores ao parto, ela teve a internação recusada duas vezes pelo hospital.

Poucas horas depois de deixar o hospital, ela entrou em trabalho de parto, que teve de ser realizado pelo namorado.

'Superpai' - Dave Brown, apelidado de "superpai" pelos familiares, disse que realizou o parto com pouco conhecimento, apenas baseado no que viu em programas de televisão.

Quando a bebê, Maisie, nasceu - pálida e sem respiração - ele ainda teve a calma de fazer respiração boca a boca.

"Eles me disseram que eu não estava em trabalho de parto", disse ela.

"Eles me disseram para ir para casa, tomar duas aspirinas e deitar. Nós fomos para casa, eu deitei e de repente tudo aconteceu."

O namorado e pai a criança ligou para um serviço de ambulâncias, mas o casal não teve mais tempo para esperar e Dave Brown teve que improvisar como parteiro.

"Eu falava para a Emma: 'continue respirando, continue respirando', mas eu não sabia se era isso que eu tinha que dizer. Foi o que eu sempre vi dizerem na TV", afirmou Brown.

"Quando ela [a filha] saiu, ela estava azul. Eu respirei na sua boca e ela começou a tossir e berrar."

"Dave foi incrível", disse Emma. "Ele foi um superpai."

Poucos minutos depois, a ambulância chegou.

A diretora da maternidade do hospital, Sandra Housten, disse que "todos os esforços são feitos para que as mulheres sejam avaliadas e passem mais tempo em casa nas horas iniciais do trabalho de parto, para depois darem a luz com segurança no hospital". BBC

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Americanos cogitaram ‘tomar a Amazônia’ no século XIX, revela livro

Pesquisadores norte-americanos costumam chamar de paranoia a preocupação que os brasileiros têm com a ideia de intervenção dos Estados Unidos na Amazônia. Por mais que atualmente não haja nenhum indício real deste tipo de interesse na região da floresta tropical no Brasil, a história revela pelo menos um momento, no século XIX, em que políticos dos EUA discutiram a ideia de ocupar o território no norte do Brasil.

Foi em 1850, quando o chefe do Observatório Naval dos Estados Unidos, Matthew Fontaine Maury, sugeriu que seu país evitasse a Guerra Civil e continuasse expandindo sua produção de algodão com mão de obra escrava levando toda a estrutura, incluindo os escravos africanos, para a região da Amazônia brasileira. A revelação é parte do livro “O sul mais distante” (Cia. Das Letras), escrito pelo pesquisador de escravidão nas Américas Gerald Horne, professor da Universidade de Houston, no Texas. Segundo ele, Maury era interessado em deportar escravos norte-americanos para desenvolver a região com um plano de “tomar a Amazônia do Brasil”.

Em entrevista ao G1, Horne explicou que este plano de “invadir a Amazônia” surgiu no contexto da consolidação dos Estados Unidos como uma potência violenta, que fazia da conquista territorial seu destino manifesto, então “não é uma surpresa” que cobiçassem também a Amazônia. O projeto de incorporar a floresta, disse, ganhou força especialmente no Estado da Virgínia, que era o centro do poder político dos Estados Unidos na época e onde Maury continua a ser visto como um herói até hoje.

Ele comentou que, por mais que o país continue se envolvendo em guerras pelo mundo, a situação mudou e nenhuma ação do tipo é sequer cogitada pelos americanos. “Hoje, não é necessário nem dizer, não há possibilidade desse tipo de intervenção. Especialmente por conta da ascensão do Brasil, que está desafiando a liderança americana na América Latina. O Brasil é mais forte, o mundo mudou”, disse Horne ao G1.

Separação e anexação - Maury costuma ser citado como tendo sugerido que os políticos americanos deveriam forçar o Brasil a permitir a livre navegação de barcos americanos na Amazônia porque o Rio Amazonas era “uma extensão” do rio Mississippi.

Em “O sul mais distante”, livro de 2007 que acaba de ser publicado no Brasil, Horne explica que as relações entre Brasil e Estados Unidos americana foram muito intensas por conta da escravidão nos dois países. A proximidade diminuiu com a Guerra Civil, iniciada uma década depois do plano de Maury de transferir as plantações para a Amazônia.

Segundo Horne, os escravistas mais radicais do sul norte-americano defendiam fortemente a separação do país e "colocavam o Brasil próximo ao centro do seu sonho de um império transcontinental de escravidão, particularmente nos anos 1850, quando parecia que a escravidão encontrava um bloqueio em sua expansão para o Oeste". Para eles, o futuro estava em um império "unido com o Brasil".

Maury via a Amazônia como "válvula de segurança da União" e planejava deportar os escravos africanos dos Estados Unidos junto com seus proprietários para a região ainda não desenvolvida. "É mais fácil e mais rápido', argumentou Maury, 'para navios da Amazônia fazerem a viagem a Nova York de que ao Rio'”.

Segundo Horne, a proposta de Maury foi vista como provocativa e discutida no Brasil, o que fez com que o então secretário de Estado dos Estados Unidos, William Marcy, respondesse de forma superficial garantindo ao Brasil que não precisava levar a sério os argumentos de Maury. O pesquisador da Universidade de Houston, entretanto, diz que Maury gerou um forte interesse norte-americano em dominar a região amazônica, fazendo com que milhares de norte-americanos viajassem o Brasil investigando o país e analisando a possibilidade de se apropriar do território da floresta.

Em outras ocasiões no final dos anos 1850 e mesmo durante a Guerra Civil, em 1862, um comitê da Câmara de Deputados dos Estados Unidos chegou a considerar a possibilidade de deportar os negros para a Amazônia, o que foi ponderado pelo governo brasileiro e negado por a lei brasileira "não admitir negros livres em seu território". O Brasil, diz Horne, teve um papel importante na mente de líderes do sul escravista dos Estados Unidos, que foi apoiado pelo governo brasileiro, servindo até mesmo como refúgio quando a Guerra Civil terminou com vitória do Norte do país. G1

FAB cria regras para lidar com relato de óvnis

A Força Aérea Brasileira (FAB) está definindo regras para lidar com informes de aparições de objetos voadores não identificados, os óvnis. Segundo portaria publicada ontem no Diário Oficial, os oficiais devem receber e catalogar os registros referentes a óvnis relatados, em formulário próprio, por usuários dos serviços de controle de tráfego aéreo e encaminhá-los aos livros do Comando da Aeronáutica. O comando deverá elaborar um documento e enviá-lo ao Arquivo Nacional.

Investigações oficiais sobre óvnis no Brasil conduzidas com a participação da FAB já foram realizadas no passado. Agora, segundo o primeiro artigo da portaria, as atividades do Comando da Aeronáutica em relação a óvnis devem se limitar "ao registro de ocorrências e ao seu trâmite para o Arquivo Nacional". "O Comando da Aeronáutica não dispõe de uma estrutura especializada para realizar investigações científicas a respeito desses fenômenos aéreos", afirma a FAB, em nota. AGÊNCIA ESTADO

Teles vão lançar TV digital no celular por R$ 30 ao mês

Com a ideia de popularizar o serviço oferecido atualmente com sinal analógico, as principais operadoras de telefonia móvel se preparam para lançar planos de TV digital fechada no celular a partir de outubro, informa reportagem de Julio Wiziack, publicada nesta quarta-feira na Folha.

A Vivo, a Claro, a Oi e a TIM vão lançar pacotes com acesso a cerca de 30 canais pagos por até R$ 29,90 mensais. Não vai haver custo para as transmissões digitais das emissoras abertas.

Também vai ser possível comprar somente um programa pela opção conhecida como "pay-per-view" (pague pelo uso). Haverá a oferta de vídeos sob demanda (VOD) a partir de uma lista de títulos disponíveis para download que poderão ser salvos no celular.

O pagamento será na conta telefônica ou no cartão de crédito - digitando o número como se o celular fosse máquina de débito. FOLHA.COM

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Advogado de iraniana condenada pede asilo para a Noruega


O advogado da iraniana condenada à morte por suposto adultério pediu asilo político na Noruega nesta segunda-feira (9).

Mohammad Mostafaei disse que tem medo de ser preso no Irã.

Sakineh Mohammadi Ashtiani foi acusada em maio de 2006 de ter mantido “relações ilícitas” com dois homens após a morte de seu marido, que foi supostamente assassinado. Ela recebeu 99 chibatadas como condenação.

No dia 31 de julho, o presidente Luiz Inacio Lula da Silva propôs dar asilo à iraniana, iniciativa apoiada pelos Estados Unidos. O Irã deu sinais de que vai recusar a iniciativa, e um membro do governo local afirmou que a proposta de Lula teria sido feita "sob emoção".

A sentença da iraniana foi temporariamente suspensa. R7

PAQUISTÃO: Número de afetados por enchente é maior do que o do tsunami de 2004

Vista aérea perto de Sukkur, no Paquistão; helicóptero joga água potável para vítimas ilhadas no país

O número de afetados pelas inundações no Paquistão nas últimas duas semanas é maior do que as que sofreram com o tsunami de 2004 no Oceano Índico, com o terremoto de 2005 na região da Caxemira, e com o tremor no Haiti em janeiro deste ano, de acordo com Maurizio Giuliano, porta-voz do Escritório de Coordenação Humanitária da ONU (Organização das Nações Unidas), citado pela agência de notícias paquistanesa Dawn.

A nota não cita a frase exata na qual Giuliano faz a comparação, mas informa que o número de mortos nas tragédias citadas é bem maior do que na atual calamidade paquistanesa. Mais de 1.500 pessoas morreram em eventos associados com as chuvas no país, mas 13 milhões foram afetadas, de acordo com o governo do país. Pelas contas de Giuliani, isto corresponde a 2 milhões a mais de sobreviventes em uma situação de risco do que nas outras três tragédias.

Nos outros três desastres citados por Giuliani o número de afetados somado chegou a 11 milhões – 5 milhões do tsunami e 3 milhões de cada terremoto.

A ONU conta em 6 milhões os afetados pelas enchentes no Paquistão, mas Giuliani disse que o organismo não contesta a cifra apontada pelo governo paquistanês. Ele disse que a diferença ocorre porque a ONU não contou ainda os atingidos na Província de Sindh e também porque ambos têm metodologia diferente para enumerar os afetados.

As autoridades paquistanesas enfrentam dificuldades para chegar às vítimas, muitas delas isoladas por pontes destruídas e estradas alagadas. O número de helicópteros é considerado insuficiente. Além disso há o temor de que grupos terroristas como o Taleban se aproveitem para reforçar seu poder em áreas afetadas pela inundação, preenchendo o vácuo deixado pelo poder público.

Brasil doou R$ 875 mil ao país

O Brasil prestou assistência humanitária de R$ 875 mil (US$ 500 mil) ao Paquistão. O montante deverá ser usado para suprir necessidades de alimentos, abrigo, saúde e vestuário.

O anúncio da ajuda foi feito na sexta-feira (6) pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE). Em nota, o Itamaraty afirmou que a contribuição é destinada ao Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMA).

Esta é a segunda doação brasileira ao país. Em maio de 2010, também por intermédio do PMA, o Brasil repassou, segundo nota do MRE, R$ 350 mil (US$ 200). Assim, o Brasil soma R$ 1,2 mi (US$ 700 mil) em recursos doados ao Paquistão este ano.

A revista britânica The Economist chamou a atenção para as vultuosas doações do Brasil na área emergencial e de cooperação internacional em um artigo especial neste ano. A publicação colocava o país entre os maiores doadores do mundo e se pergunta, se, apesar do crescimento econômico, o país não ia rápido demais em sua generosidade. R7

Imagem da Nasa mostra "tsunamis" solares

Uma imagem divulgada nesta segunda-feira (9) pela Nasa (agência espacial americana) mostra ondas de erupções magnéticas, ou "tsunamis" do Sol, ao redor da Terra no dia 1º de agosto. A captação foi feita pelo Observatório da Dinâmica Solar (SDO, na sigla em inglês).

As diferentes cores representam temperaturas de gás que variam entre 1 milhão e 2 milhões de graus Celsius. As áreas mais claras indicam a ocorrência de explosões, quando muitos filamentos de magnetismo saltam da superfície do Sol e atingem a Terra.

A rajada solar de classe C3 emitida pelo Sol provocou a chamada ejeção de massa coronal em direção à Terra. Segundo a Nasa, foi uma das mais rápidas atividades desse tipo em anos; a emissão atingiu o campo magnético terrestre dois dias depois.

O fenômeno pode ser visto em algumas regiões onde o céu fica com manchas brilhantes. Foi o que aconteceu na semana passada em Wisconsin e Iowa, nos Estados Unidos.

As ejeções de massa coronal, segundo a agência Fapesp, são enormes nuvens de partículas carregadas e lançadas pelo Sol em períodos de várias horas e que podem conter até 10 bilhões de toneladas de plasma.

Esses fenômenos se expandem a partir do Sol em grandes velocidades, suficientes para percorrerem a distância de cerca de 150 milhões de quilômetros entre a Terra e o Sol em apenas dois dias. Explosões solares podem interferir em sistemas eletrônicos de comunicação.

O Sol passa por ciclos de atividade regular que duram cerca de 11 anos. O mais recente momento de atividade máxima ocorreu em 2001 e ejeções como a registrada no começo deste mês são os primeiros sinais de que o Sol está “acordando” de um período de calmaria. Os cientistas calculam que a próxima máxima deve acontecer em 2013. R7

Explosão mata piloto de helicóptero em competição na Europa


O piloto perdeu o controle da aeronave em uma manobra e caiu em Minsk, capital de Belarus.

O helicóptero explodiu ao bater no chão e o piloto morreu na hora.

Ele participava de um concurso de acrobacias no país da Europa oriental. FALA BRASIL

Indonésia tenta afastar jovens do terrorismo com história em quadrinhos

A Indonésia pretende afastar seus jovens do terrorismo com uma polêmica história em quadrinhos que narra a vida de um dos fundamentalistas que participaram dos sangrentos atentados de Bali, em 2002, e agora cumpre uma pena de prisão perpétua depois de ter se arrependido.

Ketika Nurani Bicara (Quando Fala a Consciência, em tradução livre) será lançada em setembro em Jacarta, coincidindo com o Idul Fitri, a festa que fecha o Ramadã, o mês santo de jejum para os muçulmanos. Dhyah Madya Ruth, presidente da Lazuardi Birru, a ONG por trás da iniciativa disse que quer divulgar a mensagem o máximo possível ao Jakarta Globe.

- Não buscamos os lucros, mas divulgar nossa mensagem o máximo possível. Todos e cada um de nós precisamos aprender com a história. Os jovens gostam de história em quadrinhos. Um romance gráfico é um meio para que nossa mensagem chegue a eles muito mais facilmente.

Os quadrinhos contam a tragédia dos atentados de Bali, os mais mortíferos perpetrados pelo islamismo radical no mundo todo desde o 11 de setembro, com 202 mortos, através das vivências de um de seus tristes protagonistas: Ali Imron, o único terrorista suicida que sobreviveu.

A história começa com os preparativos para o massacre e descreve a progressiva imersão de Imron no radicalismo fundamentalista da Jemaah Islamiya, o braço regional da Al Qaeda no Sudeste Asiático.

Depois detalha o massacre e termina com a detenção, julgamento e sentença de Imron e seus companheiros terroristas, três deles condenados à morte. Durante a história em quadrinhos, o protagonista repete uma frase que disse durante seu julgamento.

- Desde o momento em que me instruíram para levar as bombas ao consulado dos Estados Unidos, ao café Paddy e ao Sari Club, tive dúvidas em meu coração. Isto é realmente a guerra santa? Representamos Ali [Imron] como um homem que lamenta amargamente suas ações depois de cometê-las.

Além disso, a história em quadrinhos mostra os devastadores efeitos do atentado nas vidas de pessoas normais, como Agus Bambang, um muçulmano de Bali que ajudou a resgatar as vítimas, e Hayati Eka Laksmi, uma indonésia muçulmana que perdeu seu marido na tragédia e foi obrigada a criar seus filhos sozinha.

- Escolhemos os atentados de Bali, porque sabemos que esta história tem muitas facetas diferentes a serem relatadas.

A história em quadrinhos, dirigida a jovens de entre 14 e 20 anos, precisou de quase um ano de investigação, entre entrevistas com vítimas e especialistas em terrorismo e a leitura de relatórios sobre o atentado, e conta com a permissão de Imron.

A editora decidiu publicar apenas 10 mil exemplares na primeira edição, dos quais 8.000 serão distribuídos gratuitamente em colégios e bibliotecas públicas, enquanto o restante será vendido em livrarias por R$ 7 (US$ 4).

Além disso, a ONG publicará em seu site uma versão para e-book da história em quadrinhos. A Indonésia sofreu cinco grandes atentados de origem islâmica desde 2002, o último, que aconteceu em 17 de julho de 2009, em dois hotéis de luxo em Jacarta, que matou nove pessoas. EFE

Ser babá no exterior é opção barata para garotas que querem morar fora do Brasil

Heloísa Chaves, diretora da Cultural Care: interesse dos americanos por governanta estrangeira é bem alto porque eles viajam pouco para o exterior

Morar fora do Brasil não é fácil nem barato, mas há uma opção para quem tem pouco dinheiro para viajar: trabalhar como au pair nos Estados Unidos por um ano. A função é de uma babá que vive com a família, cuidando das crianças. O serviço existe no Brasil desde 1996, e cerca de 1.000 brasileiras embarcam a cada ano. A expectativa é que esse mercado cresça entre 10% e 20% em 2010, apesar da retração econômica no país norte-americano, dizem especialistas do setor.

Os EUA estão acostumados a receber garotas para morar lá exercendo essa função, que é regulamentada pelo Departamento de Estado. É o único país onde a atividade tem as regras definidas por lei, e por isso, o destino das agências de viagem brasileiras. Segundo as empresas que fazem o intercâmbio, o índice de aprovação por quem viaja é altíssimo, entre 95% e 97%. Ou seja, menos de 5% das garotas voltam insatisfeitas com a experiência.

As agências ouvidas pela reportagem possuem equipes de apoio no exterior, para resolver eventuais problemas. Se a au pair estiver insatisfeita pode até mesmo ser realocada de casa. No entanto, quem desiste antes do término do programa tem que pagar a passagem de volta, não recebe reembolso e perde o visto de au pair, tendo que voltar imediatamente ao Brasil.

Emília Miguel, gerente comercial da Experimento, afirma que a candidata deve escolher seus empregadores, e não decidir por uma casa de acordo com qual cidade está localizada. Assim, será mais fácil se adaptar e criar afinidades.

- Indicamos que a au pair não escolha a cidade para onde irá residir durante o programa. O importante é escolher a família por suas características, já que ela ficará um ano com eles.

O tempo médio de espera entre o dia em que a decisão de viajar foi tomada até os papéis ficarem prontos é de seis meses. As agências contam que demora por volta de três meses para uma família escolher a au pair. Neste tempo elas analisam fotos, conversam por e-mail, telefone e webcam com a candidata, para estar seguras de fazer a opção correta.

Atribuições

Mais que babá, a au pair se torna uma espécie de governanta ou até mesmo de "irmã mais velha" com responsabilidades. Apenas mulheres são aceitas; devem ter entre 18 e 26 anos, ensino médio completo, experiência de 100 horas com crianças, carteira de habilitação, nível de inglês intermediário. Além, disso, precisam passar pelo processo seletivo da agência autorizada no país de origem. As garotas recebem um visto especial para o trabalho, e precisam cumprir uma lista de regras. Não há um momento específico do ano para viajar; os embarques são feitos a cada mês, de acordo com a demanda.

A au pair fica responsável por cuidar de tudo o que diz respeito às crianças com a reponsabilidade de estar junto em todas as atividades. Ela precisa preparar o café da manhã, levar os pequenos ao colégio, lavar e passar suas roupas, arrumar a cama, etc. Como mora na casa da família, não tem gastos com moradia nem com comida. E pode até mesmo ser levada junto em uma viagem.

Vantagens

A vantagem para a família americana é contratar uma babá durante doze meses por tempo integral pagando menos do que seria para uma garota americana fazer o mesmo serviço. Mesmo assim, não é pouco. Os pais pagam um salário semanal de US$ 195 (R$ 343) para a garota, além de uma taxa que pode chegar a US$ 10.000 (R$ 17.593) para o programa. As agências de viagem contam que, normalmente, são famílias de classe média alta da costa leste norte-americana que contratam este serviço.

As famílias recebem jovens com “um selo de garantia”, recomendadas por uma agência especializada. O fato de a au pair está dentro da casa o tempo todo também tranquiliza os pais, pois ela pode ajudar se houver algum problema.

Frederico Morais, gerente da divisão de trabalho da STB (Student Travel Bureau), diz que os americanos buscam o serviço para estimular a troca cultural dos filhos dentro de casa. Heloísa Chaves, diretora da Cultural Care concorda com a posição de Frederico. Segundo ela, como os americanos viajam mais internamente do que para fora do país, o interesse deles por uma governanta estrangeira é bem alto.

Au pair / Pré-requisitos

Ser mulher entre 18 e 26 anos
Ter o segundo grau completo
Nível de inglês intermediário (suficiente para dialogar com crianças)
Experiência comprovada 100 horas com crianças (não familiares). Somente para cuidar de menores de dois anos é exigido um mínimo de 200 horas, podendo ser familiar;
Disponibilidade de permanência de 12 meses nos EUA
Ter carteira de habilitação e saber dirigir
Ser solteira e sem filhos
Fontes: STB, Experimento e Cultural Care